Horas ardentes nos levam ao àpice, nossos corpos pulsantes imploram por mais. As horas não bastam para nosso tesão acalmar, quando estamos embriagados de prazer.
Ao fechar os olhos, pode-se sentir mais intensamente aquilo que o cérebro se recusa a entender. Sentir o cheiro, o gosto, o calor da pele e o toque das mãos no rosto. Sentir as unhas nos pelos, enquanto recosta-se no peito e sente o cheiro dos cabelos. Sentir o corpo se controcendo, se arrepiando, gemendo. Sentir a lambida da língua atrevida, provocando alívio a cada mordida. Sentir o calor escorrendo em sabor, resultado de tanta espera, ansiedade e dor. Sentir este tesão sem fim. O desejo além do corpo, da presença comigo e em mim.